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Gramaticômetro: confira as regras gramaticais por trás de cada questão do teste e entenda o seu resultado!

O Gramaticômetro foi desenvolvido a fim de “tirar uma febre” dos seus conhecimentos em língua portuguesa. E como ele faz isso? É simples. As questões do teste abordam algumas das dúvidas mais comuns em relação ao português, então, para acertá-las você precisa necessariamente conhecer as normas da língua — ou ser muito bom de chute!

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Então vamos conferir as regras por trás de cada questão do Gramaticômetro? Mas olha só: não vale  ver as respostas antes de fazer o teste! Estamos de olho 👀!

 

1 – A palavra “onde” funciona como uma muleta linguística para muita gente, mas seu uso só é correto em um tipo de situação. Qual das frases abaixo emprega CORRETAMENTE a palavra “onde”?

( ) Vamos assistir a um filme da Marvel, onde Robert Downey Jr. interpreta Tony Stark.

(x) A casa onde moro é espaçosa.

( ) O candidato prestou um concurso onde algumas questões foram anuladas.

( ) Quais são os esportes onde seu filho é bom?

Saiba mais

Embora seja utilizada indiscriminadamente no discurso informal, a palavra “onde” só deve ser empregada para transmitir a noção de lugar. Dessa forma, um bom truque é substituir “onde” por “local em que” ou “lugar em que”. Se não houver prejuízo no sentido da frase, é porque você usou a palavra corretamente. Se a frase perder o sentido… Má notícia!

 

2 – Qual alternativa emprega corretamente o acento grave indicativo de crase estabelecido pela norma culta da língua portuguesa?

(x) À vista de um cachorro que se aproximava, o gato fugiu rapidinho.

( ) Ele caiu e ficou no chão, à moscas, esperando pelo próprio fim.

( ) O cavalo continua sobre às pernas, mesmo maltratado. É mais forte que qualquer máquina humana, mas tinha olhos tristes.

( ) Escondido por trás dos arbustos, o detetive ficou à espreitar o encontro do casal.

Saiba mais:

A crase é o pesadelo de muita gente: usar ou não usar? São muitas as situações nas quais o acento é obrigatório, proibido ou até mesmo facultativo. Entretanto, o principal é saber que não existe crase antes de palavra masculina e de verbos. Então, que tal conferir alguns macetes?

  • Não ocorre crase quando o “a” vem antes de uma palavra no plural: “A pesquisa não se refere a mulheres solteiras”.
  • A crase pode ocorrer antes de palavras masculinas quando o termo “moda” estiver implícito: “Móveis à [moda] Luís XV”. Sempre tem uma exceção, né?
  • Antes de cidades, estados, países, aplique o macete “Vou a volto da, crase há. Vou a volto de, crase pra quê?”. Exemplos: Vou à Itália [volto da Itália], Vou a São Paulo [volto de São Paulo].
  • A crase é facultativa depois da palavra “até”. Exemplo: “Foi até a esquina” ou “Foi até à esquina”.

 

3 – Por que tantos porquês? Essa você vai ter que perguntar para os gramáticos! Enquanto eles não respondem, descubra qual das alternativas abaixo está correta:

( ) Porque aquele homem está gritando na janela, mamãe?

( ) Por quê você já saiu da escola, Zézinho?

( ) Eles só fazem esse tipo de coisa porquê sabem que não serão punidos.

(x) Eu gostaria de saber por que escolheram outra pessoa para o trabalho.

Saiba mais:

Essa aqui só quem realmente sabe utilizar os diferentes porquês consegue acertar. Eventualmente, muita gente acha que o “por que” escrito dessa forma, separado, só é utilizado em frases interrogativas. Mas não é bem assim. Quando é possível substituí-lo pelas expressões “por qual razão” ou “razão pela qual”, deve-se grafar por que separado igualmente em frases não interrogativas.

Dicas curtas para o uso correto dos porquês:

  • Por que: ocorre em frases interrogativas, mas não só nelas, como você acabou de ver.
  • Por quê: só aparece no encerramento de frases. “A inflação subiu. Ninguém sabe por quê.”
  • Porque: usado para explicações/causas. “Saí do time porque não concordava com o técnico.”
  • Porquê: normalmente vem antecedido do artigo “o”. Pode ser substituído por “o motivo”. “Não entendi o porquê [o motivo] da decisão”.

 

4 – “Este”, “esse”, “isto” e “isso” são pronomes demonstrativos. Essas (ou estas?) palavrinhas são capazes de dar nó na cabeça de muita gente. Você sabe utilizá-las? Apenas uma alternativa é a correta!

( ) O que é isto que está aí do seu lado?

( ) Esse brinco na minha orelha é meu.

(x) Quando você comprou esse brinco que está na sua orelha?

( ) Isso aqui pode até estar em minhas mãos, mas não é meu!

Saiba mais:

  • “Este”, “esta” e “isto” são usados para indicar proximidade de quem ou do que se fala. Além disso, também indicam o tempo presente.
  • “Esse”, “essa e “isso” indicam que algo está próximo do interlocutor, como ocorre na alternativa correta. Dessa forma, o brinco não está na orelha de quem fala, mas sim da pessoa com quem se fala.

Para saber mais sobre todas as aplicações dos pronomes demonstrativos, confira esta matéria do UOL Educação.

 

5 – “Para mim” ou “para eu”? Qual está certa? Bem, depende do contexto. Veja se você consegue identificar a alternativa que utiliza corretamente uma dessas expressões:

(x) O problema deve ser resolvido por mim e ela.

( ) Você pode comprar o ingresso do cinema para eu?

( ) Ela trouxe o presente para mim desembrulhar.

( ) Entre eu e ela as coisas não vão nada bem.

Saiba mais:

“Eu” é pronome reto, “mim” é pronome oblíquo. Quando estamos nos referindo ao sujeito da oração (aquele termo sobre o qual o restante da oração fala), devemos usar o “eu”. Já os pronomes oblíquos (entre eles o “mim”) funcionam como objeto e aparecem depois de uma preposição: para mim, por mim, de mim, entre outras.

Na dúvida, pergunte para o verbo: se a resposta tiver um sujeito, então é pronome do caso reto, caso contrário, será objeto. Observe os exemplos:

1) Ela trouxe o presente para eu desembrulhar. (como “eu” é sujeito do verbo “desembrulhar”, usa-se pronome reto)

2) Ela trouxe o presente para mim. (como “mim” é complemento e, nesse caso, objeto indireto, usa-se pronome oblíquo)

 

6 – O pleonasmo é uma figura de linguagem utilizada para intensificar o sentido de um termo por meio da repetição de uma palavra ou da ideia contida nela. É um recurso bastante comum na literatura, mas nem sempre cai bem no cotidiano. Você consegue identificar qual das frases abaixo NÃO CONTÉM um pleonasmo? Spoiler: nem sempre eles são fáceis de identificar! 😉

( ) Hoje eu só vou comer um pedacinho pequeno de bolo.

( ) Conheci o amor da minha vida há anos atrás.

( ) Tenho uma lista bem extensa de planos para o futuro.

(x) O técnico contratou Ronaldinho Gaúcho para ser o elo entre a defesa e o ataque do time.

Saiba mais:

Como já diz a questão, nem sempre é fácil identificar um pleonasmo. Embora alguns sejam mais conhecidos: entrar pra dentro, sair pra fora, voltar para trás. Outros acabam passando batido: pedacinho pequeno, há anos atrás, elo de ligação, conviver junto, planos para o futuro. Todas essas expressões são pleonásticas e, embora comuns no cotidiano, nem sempre caem bem em textos formais.

 

7 – “Senão” ou “se não”? O certo é junto ou separado? Depende! Veja se você consegue identificar qual alternativa utiliza INCORRETAMENTE um desses termos.

( ) Fale alto, senão ninguém vai te ouvir.

( ) Se não observar as regras, serei obrigado a expulsá-lo da equipe.

(x) Avise-me com antecedência senão for à festa.

( ) Não havia nenhum senão no texto do aluno.

Saiba mais:

O “senão” escrito tudo junto tem o mesmo significado das expressões “do contrário”, “caso contrário” “mas sim”, “mais do que”, entre outras. Veja como a alternativa A utiliza corretamente o termo: “Fale algo, senão [do contrário] ninguém vai te ouvir”.

“Senão” também pode significar um defeito ou erro, como mostra a alternativa D: “Não havia nenhum senão [erro] no texto do aluno”.

Já “se não” separado pode ser substituído por “caso não”, “quando não”. Por isso a alternativa C está incorreta. O correto seria “Avise-me com antecedência se não [caso não vá] for à festa”.

 

8 – “Há” ou “a”? Um é verbo, o outro artigo. O que ambos têm em comum é a capacidade de confundir algumas pessoas. Você se garante? Então vamos lá: identifique qual das frases abaixo está INCORRETA.

( ) Meu pai saiu de casa há duas horas.

( ) Minha casa fica a cinco quilômetros da praia.

(x) Estou há dois passos do paraíso.

( ) Há muitos erros nesta prova.

Saiba mais:

A resposta dessa questão está no próprio enunciado. “Há” é verbo, sendo usado com o mesmo sentido de “existir”. Embora, também possa indicar a passagem do tempo, caso no qual basta substituí-lo pelo verbo “faz”. Se a frase continuar fazendo sentido, o certo é “há” com H mesmo.

No nosso caso, a alternativa C é a incorreta pois utiliza o verbo haver para descrever uma distância no espaço. O correto seria dizer “Estou a dois passos do paraíso”.

 

9 – “Mal” ou “mau”? “Bem” ou “bom”? À primeira vista pode até não parecer, mas esses termos são diferentes. “Mau” e “bom” são adjetivos, enquanto “mal” e “bem” podem ser ser advérbios, substantivos e conjunções. Você consegue identificar qual frase abaixo está utilizando incorretamente um desses termos?

( ) Sempre fui conhecido por ser um bom aluno.

(x) Não existe bem nem mau, só existe o poder.

( ) Mal chegou e já foi embora.

( ) “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons” – Martin Luther King Jr.

Saiba mais:

O enunciado já dá pistas da resposta! Veja como é fácil saber qual termo utilizar apenas os substituindo nas frases:

Bom e mau são adjetivos e têm significados antônimos. Note como você pode mudar a frase apenas trocando os termos:

  • O Dr. House é um bom médico.
  • O Dr. House é um mau médico.

bem e mal podem ser advérbios, substantivos e conjunções. Além disso, também são antônimos. Na maioria dos casos, é possível identificar o uso correto apenas trocando um termo pelo outro. Veja como a frase continua fazendo sentido:

  • O Dr. House pratica o mal.
  • O Dr. House pratica o bem.

Tente aplicar essa lógica às alternativas e veja como funciona dessa forma.

 

10 – Trocar o “mas” pelo “mais” (ou vice-versa) é um erro bastante comum. Entretanto, essas palavras têm significados diferentes e é preciso cuidado na hora de utilizá-las. Qual alternativa abaixo emprega corretamente ambos os termos?

(x) Sem mas nem meio mas, faça já o que estou mandando e não reclame mais!

( ) Ela é boa aluna, mais precisa estudar mas para conseguir ser aprovada.

( ) O gato mais lindo da cidade é meu, mais o da minha irmã também é bonitinho.

( ) Mais onde já viu uma coisa dessas? Que absurdo!

Saiba mais (ou mas? 😜):

“Mas” é utilizado para indicar a ideia de oposição. Tem sentido similar a palavras, bem como “porém”, “todavia”, “contudo”.

  • “Eu fiz o meu melhor, mas [porém] não passei no teste.”

Já a palavra “mais” transmite a noção de maior quantidade ou intensidade.

  • Exemplo de quantidade: “Dois mais dois são quatro”.
  • Exemplo de intensidade: “Você é o mais inteligente da turma”.

Na prática, as palavras apenas são pronunciadas de jeitos parecidos, mas seus significados são bem diferentes. Cuidado, antes de mais nada, pra não misturar as coisas!

 

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E aí, como foi o seu desempenho no Gramaticômetro? Deu para descobrir se o seu português está calibrado? Precisou chutar alguma vez?

 

Se seu resultado no Gramaticômetro apontou um português meio descalibrado, aproveite as dicas deste texto para dar uma revisada em algumas regras da nossa língua. Fazer isso pode ajudá-lo a escrever melhor, isto é, desenvolver algo vital no mercado de trabalho e na vida acadêmica!

 

Entretanto, se você é do time dos que já têm o português calibradíssimo, sinta-se parabenizado(a)! E continue assim! Ter um bom domínio do português ainda vai ajudá-lo(a) em vários aspectos da vida! 🙂

 

2 comentários em “Gramaticômetro: confira as regras gramaticais por trás de cada questão do teste e entenda o seu resultado!

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